Porto Alegre - Domingo, 26 de Maio de 2019
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Bicho de Rua

Um céu para os cavalos do asfalto

A Chicote Nunca Mais socorre cavalos, mas a ONG teve que sair do local que servia de abrigo. Com a ajuda de centenas de pessoas a ONG ganhou um novo abrigo.

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A Chicote Nunca Mais socorre cavalos, mas a ONG teve que sair do local que servia de abrigo. Com a ajuda de centenas de pessoas a ONG ganhou um novo abrigo.
CONHEÇA O PROJETO

A Ong Chicote Nunca Mais é uma das raras que se dedica ao socorro dos cavalos que circulam em meio ao trânsito das grandes cidades brasileiras. Nos últimos seis anos 186 cavalos foram resgatados. Destes, 15 infelizmente faleceram no mesmo dia do resgate, em virtude dos ferimentos, e 40 chegaram a se recuperar, mas vieram a óbito por velhice e outras fragilidades decorrentes da vida que levavam. Todos os outros encontraram amparo e conforto.



No início de 2013 a Chicote Nunca Mais teve que sair do local onde os animais ficavam abrigados. Os 30 cavalos em atendimento tiveram que ir para um hotel. Mesmo com a hospedagem a baixo custo, isso consumia recursos preciosos que poderiam ser destinados a atender outros casos urgentes. E casos como estes não faltam.



O terreno para o novo abrigo já existia, mas lá não existia infraestrutura para receber os animais. Seria necessário construir as cocheiras para abrigo, um depósito seguro e sem umidade para receber os estoques de alimentos, além de mais uma peça para os atendimentos veterinários.

O Projeto Bicho de Rua resolveu auxiliar na busca recursos e criou o projeto "Um céu para os cavalos do Asfalto" que tinha por objetivo arrecadar 30 mil reais. Sabiamos que era um valor quase impossível de conseguir, mas nós acreditamos em milagres.

QUE CÉU CRIAMOS COM ESTES RECURSOS
>> Construímos 20 cocheiras para os cavalos, uma sala de atendimento veterinário, uma sala de armazenagem para os alimentos e um mezanino que pode receber até 2 toneladas de alfafa.





POR QUE AJUDAR?
LEIA AS HISTÓRIAS DE CLARA E LADY GAGA...


Clara e Esperança, uma história de amor à vida.

O Dr. Luiz Paes, veterinário do CCZ de Viamão, foi chamado numa área muito pobre para atender uma égua que tinha quebrado a pata. Chegando lá ele examinou o animal e viu que a égua estava no último trimestre de gravidez.

O ferimento era feio e, nestes casos, a opção normal é a eutanásia. Só que neste caso morreriam Clara e seu filhote.

Sensibilizado, o Dr. Luiz ligou para a Chicote Nunca Mais e pediu ajuda para tentarmos manter Clara viva, pelo menos até o potrinho nascer e receber o colostro.

Mesmo com vários cavalos em atendimento e praticamente sem recursos, resolvemos ajudar.

Fizemos contato com a PATRAM e viabilizamos o local onde ficaria o transporte. No dia seguinte, fomos ao local e, examinando Clara, constatamos que a fratura estava consolidada, portanto o machucado, não era recente.

Moradores locais contaram que, depois da fratura, o carroceiro passou a utilizar Clara para reprodução e esta era a sua segunda gestação com a pata quebrada. E mais, em nenhum momento o animal tinha recebido qualquer cuidado ou medicamentos.



Ouvimos tudo em silêncio e com o coração apertado. Imaginamos a dor e o desconforto que este animal vinha sendo submetido há pelo menos dois anos.

Resgatamos Clara e, quinze dias depois, para surpresa de todos, nasceu uma linda potrinha que recebeu o nome de Esperança.

Os cuidados com que Clara cercou sua pequena Esperança emocionaram a todos desde o primeiro momento. Sua história ganhou as páginas da internet e logo apareceu a Daniela, desejando receber as duas éguas no coração e no seu sítio localizado na serra gaúcha.

Nesse lugar mágico e acolhedor, já morava Margarida que fora retirada de um lixão na capital.

Esperança cresceu entre duas mães, Clara e a Margarida, que espontaneamente começaram a se dividir no paparico com a pequena.

Clara, por sua vez, ganhou uma proteção de couro para a fratura.
A vida prevaleceu através da sensibilidade do Dr. Luiz, dos moradores locais, do auxílio da PATRAM, da Dra. Sara e do amor da Daniela, para felicidade todos nós.

O Show de Lady Gaga

Lady Gaga não passava de uma potrinha quando foi retirada de um depósito da EPTC em agosto de 2010. Longe de ser uma super star, nossa menina estava um fiapinho de magra e apresentava um defeito na pata traseira, possivelmente ocasionada por uma queda no momento do nascimento.

Mas o que mais chamava a atenção era sua pelagem que estava coberta de feridas. O diagnóstico era de fotossensibilidade, ou seja, uma espécie de alergia a luz do sol.

Nesta época os cavalos protegidos pela Chicote ficavam numa hotelaria que não oferecia os cuidados veterinários delicados que Lady Gaga precisava. Foi quando Carla e Porto, seu marido, estenderam suas mãos e acolheram a potrinha.



Porto, hoje falecido, fez um piquete coberto por uma lona preta para que Lady Gaga pudesse ter liberdade e ao mesmo tempo caminhar sem tomar sol.

Mais tarde, nosso querido e sempre solidário Dr. Chico, através de exames bioquímicos, descobriu que o problema de Lady Gaga não era fotossensibilidade e sim de uma intoxicação hepática causada por plantas tóxicas ingeridas pelo animal.

É que nas ruas, e muito esfomeados, os cavalos comem o que aparece. Os que estão atrelados em carroças aproveitam pequenas poças de água para matar a sede e comem qualquer verdinho que apareça. Nesse momento muitos se intoxicam e até morrem.

Lady Gaga passou por um longo tratamento clínico que eliminou as toxinas. Aos poucos ela começou a engordar e crescer. Hoje ela é uma bela égua - que aguarda um lar definitivo.

Conheça o trabalho da ONG e confira outras histórias emocionantes em nosso álbum do Facebook.

VEJA FILME COM A APRESENTAÇÃO DE TODA A ESTRUTURA DO ABRIGO







Link Relacionado:

http://www.chicotenuncamais.org/

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