Porto Alegre - Domingo, 26 de Maio de 2019
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Bicho de Rua

Cleide Frasson Zanini, uma Protetora com mil histórias de amor para contar

Quem conhece a Cleide sabe que ela sempre tem um resgate inusitado, uma nova paixão felina ou uma aventura em vista para proteger gatos e mais gatos, centenas deles.

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Quem conhece a Cleide sabe que ela sempre tem um resgate inusitado, uma nova paixão felina ou uma aventura em vista para proteger gatos e mais gatos, centenas deles.
A Cleide começou na proteção animal há 11 anos e desde aquele tempo sua maior paixão foram os gatos. Aliás ela é um especialista no comportamento destes seres tão incompreendidos pelos humanos. "Os gatos são carinhosos e fieis, ao contrário do que dizem. Talvez até mais do que os cães. A diferença é a forma como eles expressam isso, que nem sempre é entendida pelas pessoas" diz Cleide.


Desde que começou a resgatar gatos em risco, Cleide calcula que já ajudou mais de 500 e encaminhou pelo menos 360 a novos lares. Destes, 268 estiveram anunciados no site do Bicho de Rua. "Tenho pena desses animais que não conseguem pedir ajuda. Por sorte tenho o apoio da minha família, amigos e veterinários que aceitam minhas dívidas eternas."

COMO AJUDAR
Atualmente a Protetora Cleide gasta em torno de 4 mil reais por mês. Você pode ajudar depositando qualquer valor na conta abaixo ou participando do Brechó da Cleide, que acontece uma vez ao mês e traz produtos muito bacanas por precinhos camaradas.

CPF 282.524.890-87
Banco do Brasil | Ag 2796-0 | CC 26640-x (Operação 1)



"O que eu mais preciso é de recursos para a compra de ração e para fazer as esterilizações. Eu costumo ir nas áreas mais necessitadas, busco os gatos, esterilizo e encaminho para adoção ou o animal volta para a sua família. Confesso que é um trabalho de formiguinha e muitas vezes a sensação é de enxugar gelo."


FAVO, UM GATO DOCE FEITO MEL QUE SOUBE MUDAR SEU DESTINO

Quando um protetor fica sabendo de um animal que precisa de ajuda, já pegamos os apetrechos de primeiros socorros e vamos ao local sabendo que o animal será recolhido, alimentado, despulgado, castrado, mas nem sempre ele será doado. Os ferais voltam para as ruas e os deficientes, pretos ou velhos raramente encontram uma família. É triste, mas é a verdade.

Mas o gatinho Favo me fez acreditar no poder do animal em mudar seu próprio destino e isso me emociona até hoje neste resgate tão inusitado.

Eu sou professora de educação física e fui fazer um curso de Pilates em Novo Hamburgo. Por ironia, no prédio ao lado do local do curso existia uma colônia de gatos. É claro que eu tinha que fazer alguma coisa e um senhor que morava em frente me ajudou. Ele fez uma arapuca para caçarmos os peludos e encaminharmos para a castração junto ao CCZ local. Assim foi feito e auxiliamos mais de 30 gatos. Os mais mansos e jovens foram doados e os ariscos voltaram para o local.



Um dia entraram dois pretos na arapuca e pensei - que maravilha, esse pretão arisco entrou com o outro pretinho!!!!. Eu capturava muitos gatos em duplas neste terreno de mortos de fome! Levei ao CCZ como sempre.

Duas semanas depois...

A veterinária me chamou e disse "Cleide, um deles é manso e era castrado, viu?!" Duvidei, mas não disse nada. Voltei ao terreno, abri as caixas e todos os gatos voaram, menos um.



O dia estava frio e chovia fino. O Favo nada de sair. Olhei, sacudi a caixa de transporte e... nada!
Me decidi. Agachei-me e puxei o gato para fora. Ele saiu miando contrariado e começou a se enroscar nas minhas pernas, sempre olhando fixo nos meus olhos, feito um namorado, um verdadeiro príncipe de pelo negro e brilhante! Um mel de tão querido. Derreti, é claro, e o peguei no colo. Vi que estava perdida. Quando uma gateira pega um gato assim há uma magia que nos envolve e não conseguimos mais largar de volta na rua. E o sabichão ficou como um neném no meu colo de barriga para cima, todo mole... brrrrr... miau?

Não pensei mais, agi.

Coloquei Favo de volta na caixa e vim para Porto Alegre. Apavorada, o que fazer, o que fazer? Internei na clínica Chatterie e fiz fotos, anunciei. No anúncio contei que ele ficava como um neném no colo, de barriga para cima, todo mole, olhando pra gente apaixonadíssimo.

Dias depois, uma moça me ligou e foi lá conhecer Favo. Ela queria confirmar se era possível um gato agir assim. Pegou no colo e foi outra que morreu de amores. Coisa de encantamento mesmo. E Favo foi adotado por esta moça querida que me dá notícias dele até hoje.



Favo me emocionou, comoveu. Eu não fui resgatar Favo. Eu fui devolver Favo à rua e solidão. Eu tive resgates lindíssimos e incontáveis. Mas escolhi a história de Favo porque ele me escolheu.

Favo teve a capacidade de mudar seu próprio destino."



Link Relacionado:

https://www.facebook.com/cleide.frasson

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