Porto Alegre - Domingo, 26 de Maio de 2019
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Bicho de Rua

Depois de 25 dias de espera, Seco e seu dono podem ficar juntos

Seu Lauri e Seco vão morar juntos, pelos próximos 90 dias, no Albergue Municipal

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Seu Lauri e Seco vão morar juntos, pelos próximos 90 dias, no Albergue Municipal
A espera finalmente acabou. O vira-lata Seco, que ganhou o coração dos gaúchos por aguardar pacientemente o dono sair do hospital, em Passo Fundo, já pode passar todas as horas do dia junto com o seu inseparável amigo. Lauri da Costa, 55 anos, teve alta depois de passar 25 dias internado para tratar de um câncer de pele. E, o primeiro encontro dessa nova fase da amizade foi emocionante.

– Foi lindo de ver! Parecia que ele sabia que a gente ia embora junto! A cada dia que passa o Seco se mostra cada dia mais meu amigo! – afirma Seu Lauri, como ficou conhecido pelos corredores do Hospital da Cidade.

Seu Lauri e Seco vão morar pelos próximos 90 dias no Albergue Municipal Madre Teresa de Calcutá. Mas ir até a novo lar não foi nada fácil. Ressabiado, Seco se recusou a entrar no carro do hospital que levaria os dois até a instituição. Seu Lauri conta, que o cão já foi atropelado três vezes e por isso não entra em um veículo “ por nada nesse mundo.” O jeito foi ir a pé.

– Ele pode me esperar esse tempo todo. Ir andando com ele era o mínimo que eu podia fazer! – afirma.

O Albergue onde os amigos ficarão funciona como uma casa de passagens. Mas devido a situação de Seu Lauri, a instituição abriu uma exceção. Atendendo aos pedidos da equipe médica, o morador de rua ficará em um quarto individual, para evitar possíveis contágios. Já Seco, dividirá uma “casinha” no pátio com a amiga Tifi, uma vira-lata que escolheu o Albergue para viver.

Acompanhe o reencontro



Uma parceira de amor à primeira vista

A história de amizade entre os dois parceiros começa na Rua Paissandu, no bairro Operário. Lauri tinha ido trocar algumas latinhas por dinheiro quando encontrou com três cachorros na rua. Um deles, "magrinho", chamou atenção do morador de rua.

— Ele era o último a comer e os outros não pareciam felizes com a presença dele. Me identifiquei na hora — lembra.

A recíproca, no entanto, não foi verdadeira. Seco, que foi chamado assim devido ao seu biotipo na época, era arisco. Lauri conta que foi preciso um mês para "domar o bicho". Tempo que foi suficiente para Seco aprender a amar o dono. A partir daí, os dois se tornaram inseparáveis.

Fonte: Zero Hora.com
Foto: Luis Iarcheski/Especial



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