Porto Alegre - Terça-feira, 19 de Novembro de 2019
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Por ano, cerca de 115 milhões de animais são usados em testes

A vivissecação não garante mais segurança aos produtos que usamos. Além do sofrimento desnecessário aos animais, é fato que nossos organismos são diferentes e tais testes são traiçoeiros.

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A vivissecação não garante mais segurança aos produtos que usamos. Além do sofrimento desnecessário aos animais, é fato que nossos organismos são diferentes e tais testes são traiçoeiros.

A vivissecção, como a palavra diz, é o ato de (cortar) dissecar animais vivos em laboratório para estudos de anatomia e fisiologia.

O conceito pode ser ampliado para todo e qualquer teste feito com animais vivos (que envolva ou não cortes), tais como aqueles para cosméticos, materiais de limpeza, medicamentos, práticas médicas (treinamento cirúrgico e transplantes), experimentos psicológicos (privação materna, indução de estresse) dentre outros. Assim, ratos, sapos, cães, gatos e coelhos, dentre outras espécies, passam por torturas físicas e psicológicas “em prol da ciência”. Cerca de 115 milhões de animais no mundo passam por testes todos os anos.

Infelizmente, no Brasil a prática é regulamentada por lei e o Ministério da Saúde e a Anvisa ainda exigem que medicamentos e muitos produtos passem por testes em animais para entrar (e manter-se) no mercado. Além disso, escolas e universidades continuam seus experimentos de anatomia e psicologia. Isso porque existe a crença de que tais testes trazem segurança para os seres humanos. Porém, além do sofrimento desnecessário desses animais, é fato que nossos organismos são diferentes e tais testes são traiçoeiros. A porcentagem de sucesso desses testes fica entre 2% e 25%. (Fonte: http://www.aboutmyplanet.com/science-technology/animal-testing/ ) Testes sobre o uso do tabaco, álcool, arsênico e benzeno, por exemplo, mostraram que tais substâncias eram de segura utilização.

“Apesar da ineficácia da penicilina em coelhos, Alexander Fleming usou o antibiótico em um paciente muito doente, uma vez que ele não tinha outra forma de experimentar. Se os testes iniciais tivessem sido realizados em porquinhos-da-índia ou em hamsters, as cobaias teriam morrido e talvez a humanidade nunca tivesse se beneficiado da penicilina. Howard Florey, ganhador do Prêmio Nobel da Paz, como co-descobridor e fabricante da penicilina, afirmou: `Felizmente não tínhamos testes em animais nos anos 40. Caso contrário, talvez nunca tivéssemos conseguido uma licença para o uso da penicilina e, possivelmente, outros antibióticos jamais tivessem sido desenvolvidos`.” (Fonte: www.pea.org.br)

Hoje em dia existem alternativas sensatas tais como modelos e simuladores mecânicos, vídeos, simulações computadorizadas, testes in vitro, pesquisas genéticas e clínicas e até a auto-experimentação (de forma responsável e assistida).

Diversas organizações que trabalham em prol do bem-estar animal ao redor do mundo vem lutando contra essa realidade. É principalmente na Europa que já podemos ver alguns resultados. As campanhas da BUAV (British Union for the Abolition of Vivisection) foram primordiais para que a União Européia se comprometesse, com prazo até 2013, a banir os testes para cosméticos. Até o momento, muitos produtos já são encontrados nas prateleiras de farmácias e supermercados com um selo de aprovação da organização (um coelhinho saltitante). Porém, esse é só um continente e nós temos aqui um grande país para mudar, ou seja, a inspiração existe, mas a luta está só começando.

O que você pode fazer para acabar com isso
• Conheça as marcas que utilizam os testes, divulgue e boicote esses produtos. Há outros de qualidade no mercado que não maltrataram ninguém para chegar até você. Você encontra essas listas aqui: http://www.pea.org.br/crueldade/testes/tfotos.htm

• Estudantes de medicina, veterinária, odontologia e psicologia: abram seus olhos! Discutam a necessidade de tais testes, pesquisem alternativas mais a fundo e apresentem-nas às suas universidades.

• Quando surgem protestos, nas ruas ou mesmo virtuais, participe e divulgue. Enquanto não mostrarmos nosso desgosto a essa prática, o governo ou empresas não se empenharão em buscar alternativas.

Fontes:
http://www.vivisectioninfo.org/humane_research.html
http://www.pea.org.br/crueldade/testes/index.htm
http://www.aboutmyplanet.com/science-technology/animal-testing/
http://www.peta.org.uk/issues/animals-are-not-ours-to-experiment-on/

Colaborou: Carla Lorenzatti Venturini

 


Link Relacionado:

http://www.pea.org.br/crueldade/testes/tfotos.htm

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