Porto Alegre - Quarta-feira, 26 de Julho de 2017
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Sinara Foss estará autografando seu novo livro da Sissi no Estilo Bicho

Sinara bateu um papo conosco sobre a sua estrelinha Sissi, o envolvimento com a causa animal e sobre esperanças, sonhos e planos. Confira!

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Sinara bateu um papo conosco sobre a sua estrelinha Sissi, o envolvimento com a causa animal e sobre esperanças, sonhos e planos. Confira!

Sinara Foss estará autografando seu novo livro “Sissi e sua turma no Futuro” no Estilo Bicho 2011, sábado, dia 16/07, das 14h às 16h. Um programa muito legal para toda a família.

Como a Sissi entrou na tua vida?
Sinara: A Sissi entrou na minha vida há 13 anos, quando ainda morávamos em Porto Alegre. A Isadora, minha filha mais velha, pediu um filhotinho da Bolinha, cachorra da vizinha da minha mãe em Santo Antônio. Quando os filhotinhos nasceram, a Isa escolheu a amarelinha com estrelinha na testa.
A Sissi ficou uns seis meses morando com a minha mãe, até que nos mudássemos para Santo Antônio definitivamente. Hoje, Sissi é a mais velha dos cães. Ela é uma gordinha castrada e muito saudável. Estamos atualmente com oito cães aqui em casa.

Como você se envolveu com a proteção animal?
Sinara: Nem sei ao certo. Sempre gostei muito de animais. Quando criança repartia a cama com gatinhos na casa da minha avó que morava no interior. Chorava quando via brigas de cães, quando o vô "carneava" porcos ou gado. Sempre achei triste e injusto. Desde criança formulei a ideia de que os animais deviam ser respeitados, assim como as pessoas. Sempre defendi cães e gatos dos vizinhos e os cães e gatos da rua, mas meu primeiro resgate foi mesmo o Xolo, história que conto no livro Memórias de um Cachorro Velho. Envolvi-me aos poucos, cada vez um pouco mais até que agora estou nessa. Sou daquelas de bater boca e discutir com todos, desde autoridades até carroceiros.

A vida de escritora começou quando?
Sinara: Na minha cabeça começou na segunda série quando eu tinha sete anos e comecei então a fazer “redações”. Mais tarde lia livros e diários. Gostava muito de Kafka, Goethe. Sonhava então que um dia meus pensamentos e ideias fossem compartilhadas como as deles. Imaginava que pessoas liam e compartilhavam minhas ideias. Meu lugar favorito sempre foi uma biblioteca , desde a escola. Por horas ficava sentada no chão entre as prateleiras de livros lendo. Aquele era o ambiente que eu me sentia mais a vontade. Sempre sonhei em escrever. Escrevo porque gosto, porque preciso. É uma necessidade para mim assim como outras que são básicas.

Como a família encara o teu envolvimento com a causa animal?
Sinara: Elas acham que me envolvo demais. Que perco tempo, que gasto um dinheiro que não tenho. Que eles fazem muita sujeira, que estragam as coisas, que me sujo, que estragam meu carro. Que também crio inimizades com as pessoas. Mas não consigo evitar. Não posso ver um gato ou um cão, cavalo ou qualquer outro animal precisando de ajuda e virar as costas. Não consigo!

Por que escrever para crianças?
Sinara: Não aconteceu assim”Vou escrever para crianças, por essa e aquela razão...” Comecei a escrever o que vinha na minha mente e saiu. Não foi nada premeditado. Acho que escrevo para a criança que existe em mim, a criança que não cresceu. Ou a que não quis crescer...
Por outro lado, parece que as crianças estão mais abertas. Penso que se ensinarmos a criança logo cedo, ela poderá inclusive influenciar seus pais a mudarem com relação aos animais. Se a criança tiver boas idéias e cuidar dos animais, no futuro poderá educar bem seus filhos sobre como realmente os animais devem ser tratados. Que os animais assim como nós tem sentimentos, sofrem, tem fome, frio, amam, ficam doentes... Por que então tratá-los como inferiores? Não consigo entender!

Como surgiu a idéia de escrever sobre a Sissi?
Sinara: Há tempos atrás escrevi sobre o Xolo, meu primeiro resgate. Tenho ideias de todos aqui de casa, até porque cada um tem uma personalidade, um jeitinho. A Sissi é uma cachorrinha que presta muita atenção no que a gente fala. Fica sentadinha perto quando a gente toma chimarrão. Ela escuta tudo. Parece que presta atenção! Por várias vezes notei que quando falávamos sobre fatos ruins de cães ela saia de perto como se não quisesse ouvir. E o mais interessante são as corridas que ela dá pelo pátio, as quais eu inventei que ela corre pra esquecer, para tirar pensamento ruim da cabeça!

Se você pudesse plantar esperanças, onde você jogaria as sementes?
Sinara: A esperança são as crianças... adultos de amanhã. Por isso “Sissi em Busca de um Mundo Melhor”. Tenho esperança de que ensinando as crianças o futuro poderá e deverá ser melhor.
As minhas filhas são boas para os animais, porque assim foram ensinadas. Se todos os pais fizessem como eu. Quando a Isa nasceu eu tinha a Fofinha no apartamento. Em nenhum momento pensei em separá-las. A Fofinha cuidava da Isa mais do que muita babá. Teve um dia que a Fofinha "sumiu" dentro do apartamento e fui encontrá-la no berço da Isa, então com poucos dias de vida, deitada, cuidando.

Quais aventuras a Sissi reserva para seus fãs?
Sinara: Trabalho atualmente nesta coleção Em Busca de Um Mundo Melhor, que começou com o “Divagações de Sissi” e “Sissi no Futuro”. O terceiro livro será “ As Divagações Continuam”, em que a Sissi e a turma contarão fatos aqui de casa. O quarto livro será “Uma Aventura na África”, em que eles vão parar em KIBERA, a maior favela do mundo, e se depararão com a pobreza humana e se emocionarão muito. Ainda estou escrevendo o livro cinco, “Sissi no Passado”, mas já comecei o sexto “Sissi: Muitos Causos”, em que relato os últimos acontecimentos e resgates.

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